Psicoterapia Positiva não trabalha traumas. Será?

Psicoterapia Positiva não trabalha traumas. Será?

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Nos últimos tempos, tenho me dado conta de algo essencial na prática clínica: é preciso trabalhar as forças pessoais do paciente tanto quanto a elaboração de memórias traumáticas.

A Psicologia Positiva, com sua vertente aplicada à terapia chamada Psicoterapia Positiva, me trouxe essa percepção transformadora.

Inicialmente, achava estranho receber um paciente em sofrimento e focar em suas forças, enquanto ele só conseguia pensar em seu sofrimento. Parecia desconexo. Foi então que descobri que a Psicoterapia Positiva também trabalha traumas, referindo-se a eles como "memórias abertas". Essa abordagem me mostrou que não se trata de ignorar o sofrimento, mas de integrar estratégias que utilizem as forças pessoais para lidar com essas memórias.

Uma das descobertas mais potentes que fiz na Psicologia Positiva não foi apenas identificar as principais forças pessoais, conhecidas como forças de assinatura, mas aprender a usá-las adequadamente. Muitas vezes, essas forças estão superutilizadas, causando problemas tanto interpessoais quanto intrapessoais. Por exemplo, uma pessoa pode ser extremamente diligente, mas isso pode levá-la ao estresse e a conflitos com outras pessoas que não compartilham da mesma intensidade.

Além disso, percebi que dentro de nós existem forças que parecem lutar entre si, como partes que disputam um território. Isso gera dilemas e conflitos internos, resultando em sofrimento.

Muitas vezes, não nos encaixamos com determinadas pessoas porque nossas forças conflitam, enquanto com outras a convivência flui facilmente porque suas forças complementam as nossas. Essa percepção me fez entender melhor minhas relações pessoais e profissionais.

Agora sei porque me dou bem com certas pessoas e porque me sinto tão feliz fazendo determinadas atividades. Isso está relacionado ao estado de flow, especialmente quando estou utilizando plenamente minhas forças de assinatura. Estar em flow é estar imerso em uma atividade que nos proporciona prazer e realização, onde nossas habilidades estão em perfeito alinhamento com os desafios que enfrentamos.

Por fim, descobri que minhas forças pessoais têm uma capacidade surpreendente para enfrentar minhas memórias negativas, traumas e peculiaridades da minha personalidade. Essa descoberta não só me ajudou pessoalmente, mas também transformou a forma como vejo o potencial terapêutico da Psicoterapia Positiva.

Se você quer aprender tudo isso e ajudar outras pessoas com a Psicoterapia Positiva, faço um convite especial: venha para a Grupoterapia Positiva com Capacitação com Foco em Psicoterapia Positiva. É uma oportunidade única de experimentar o programa em si mesmo e aprender um modelo com três aplicações diretas: psicoterapia individual, grupoterapia e desenvolvimento organizacional (aplicação nas empresas).

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Daltro Feil

Daltro Feil, Psicanalista, Filósofo, com formações em Filosofia Clínica, Terapia do Esquema, Terapia Cognitivo Processual, Terapia Focada na Felicidade e Análise Transacional. Especialização em Teoria Psicanalítica e Psicopedagogia. Autor de cinco livros e diretor do Instituto Psicanálise.

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